Saiba o que pensam os principais executivos em finanças sobre a economia brasileira

Ocupar um cargo de gestão requer um olhar diferenciado para as particularidades da economia e do setor de atuação e aplicar os conhecimentos de forma estratégica e sustentável. De acordo com o Índice de Confiança do Consumidor, indicador desenvolvido pela Saint Paul Escola de Negócios em parceria com o Instituto dos Executivos de Finanças, IBEF-SP, a confiança na economia começa a mudar de cenário e poderá gerar bons frutos em 2017.

HIGHLIGHTS – iCFO – 2º trimestre

1. O iCFO referente ao segundo trimestre de 2016 ficou no patamar de 93 pontos, dentro de uma escala que varia de 20 a 180, sendo 100 a neutralidade quanto à confiança dos CFOs. Dessa forma, pode-se concluir que os CFOs estão levemente pessimistas, se aproximando da neutralidade, quanto às perspectivas para os próximos 12 meses, um aumento de 5,7 pontos em relação ao trimestre anterior (87,4 pontos).

2. Dos três componentes do iCFO (macroeconomia, setor de atuação, empresa em que atua),  apenas o iCFOM (macroeconomia) apresentou forte modificação no período:houve uma relevante diminuição no nível de pessimismo dos respondentes em relação às perspectivas macroeconômicas para os próximos 12 meses, passando de 43,8 para 75,3 pontos.

3. Apesar da melhora na confiança dos CFOs quanto à macroeconomia, eles ainda se encontram em estágio de bastante preocupação com fatores relacionados a esse ambiente (Demanda do mercado interno brasileiro, ambiente político e intervenções governamentais nos diferentes setores da economia), corroborando que ainda se trata de um momento pessimista em relação ao ambiente nacional.

4. A expectativa média dos CFOs quanto a variáveis macroeconômicas para os próximos 12 meses apresentaram melhoras: inflação de 8,2% (ante 8,9%), câmbio a R$ 3,60 (ante R$ 4,40), Selic a 13,3% (ante 13,7%) e queda de 2,3% no PIB (ante queda de 3,0%).

5. Verifica-se uma relevante melhora nas perspectivas de redução de quadro de colaboradores / terceirizados por parte dos CFOs, apesar de ainda haver pessimismo, com 39% dos respondentes indicando intenção de redução no quadro (ante 48% da pesquisa anterior).

6. Pode-se verificar que há uma tendência otimista nas expectativas dos CFOs quanto à evolução do custo do endividamento para os próximos 12 meses: o nível de pessimismo (relacionado às expectativas de aumento no custo) caiu de 56,9% para 35,5%, enquanto o nível de otimismo (relacionado à queda do custo) subiu de 7,7% para 27,4%.

7. Em relação às fontes de financiamentos dos investimentos, Recursos em caixa e o uso de capital próprio somam 62,4% das frequências, sendo esse um importante sinalizador de conservadorismo nas decisões de estrutura de financiamento de projetos para os próximos períodos, também condizente com a incerteza em relação ao futuro dos custos dos endividamentos e consistente com o observado na edição anterior.

8. Em relação às expectativas de Receitas, observa-se pessimismo nas perspectivas dos respondentes, com 54% dos respondentes pessimistas e 25% otimistas em relação ao desempenho setorial. Nota-se, no entanto, maior nível de otimismo em relação às receitas da empresa em que atuam os respondentes quando comparados ao desempenho setorial, já que o nível de otimismo sobe para 47%, em detrimento do pessimismo que cai para 31%. Em relação à pesquisa anterior, verificou-se que os respondentes se encontram mais conservadores em suas perspectivas, tendo apresentado resultados menos otimistas para seu setor e empresa.

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